São pouco mais de 9 horas de uma manhã dejunho. O apagar das luzes é seguido de um curto silêncio. Meus olhos começam a cair pesadamente. o sono se espalha pelo corpo. Semidormencia. O ar está abafado, faz calor (nuncindo o pseudoinverno que se aproxima. Meus pensamentos se misturam com a voz de alguém...falam sobre História das Artes. a sensação é estranhamente boa, mas as luzes se acendem.
Chega ao fim mais uma apresentação de slides.
Mouzinho
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Final de semestre
Uso quase todo meu tempo
Pra manter a sanidade que me resta
Pra esconder o que não presta
Sufocando antigos medos
Pra matar as minhas sombras.
Dá vontade de desistir
Mas a vontade some
e então não quero mais nada
Nada além do meu silêncio
A salvo na inconsciência.
Me pergunto o que quero
Sem esperar resposta
Apostando em tudo que não seja eu.
A busca continua, para, continua...e aí eu acordo.
Uso quase todo meu tempo
Pra manter a sanidade que me resta
Pra esconder o que não presta
Sufocando antigos medos
Pra matar as minhas sombras.
Dá vontade de desistir
Mas a vontade some
e então não quero mais nada
Nada além do meu silêncio
A salvo na inconsciência.
Me pergunto o que quero
Sem esperar resposta
Apostando em tudo que não seja eu.
A busca continua, para, continua...e aí eu acordo.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Nostalgia
Eu tava andando no Midway, esperando a hora do ensaio do coral. Sexta-feira. Dia quente pra caramba. tudo normal até aí. Só que então eu passo em frente a Lojas Americanas.Estavam colocando os ovos de páscoa.
2009: Eu e alguns amigos resolvemos entrar na Lojas Americanas. Estamos andando sob ovos de páscoa. Claro que não íamos comprar nada. Talvez uma barra juntando as moedinhas...quem sabe. Só queriamos estar alí. Aos 17 anos, em baixo de um céu de chocolate.
Os amigos mesmo a gente carrega consigo. Mas infelizmente não consigo dialogar com as lembranças.
Eu tava andando no Midway, esperando a hora do ensaio do coral. Sexta-feira. Dia quente pra caramba. tudo normal até aí. Só que então eu passo em frente a Lojas Americanas.Estavam colocando os ovos de páscoa.
2009: Eu e alguns amigos resolvemos entrar na Lojas Americanas. Estamos andando sob ovos de páscoa. Claro que não íamos comprar nada. Talvez uma barra juntando as moedinhas...quem sabe. Só queriamos estar alí. Aos 17 anos, em baixo de um céu de chocolate.
Os amigos mesmo a gente carrega consigo. Mas infelizmente não consigo dialogar com as lembranças.
terça-feira, 15 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Matemática é poesia!
Poema de Millor Fernandes
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base…
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
“Quem és tu?” indagou ele
Com ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
Uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum…
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
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